Pular para o conteúdo
GameinShop
EntrarCadastrar
Blog e notícias
NotíciasFallout 76
NotíciasFallout 76·4 min de leitura

Como a decisão por Starfield adiou The Elder Scrolls VI

O ex-desenvolvedor da Bethesda Kurt Kuhlmann afirma que a mudança de Fallout 4 para Starfield contrariou a expectativa de grande parte da equipe.

O caminho esperado depois de Fallout 4

O grande projeto que a Bethesda Game Studios pretendia produzir após Fallout 4 há muito faz parte da discussão sobre os extensos ciclos de desenvolvimento do estúdio. Um novo relato de Kurt Kuhlmann, ex-líder de design de Skyrim e veterano da Bethesda, oferece uma perspectiva interna daquele período. Segundo Kuhlmann, a maioria das pessoas no estúdio acreditava que o próximo projeto principal seria The Elder Scrolls VI.

A expectativa era compreensível. O enorme sucesso de Skyrim havia criado uma demanda contínua por outra edição, enquanto Fallout 4 chegou ao público em 2015. Visto de fora, retornar à consagrada série de fantasia parecia o passo natural em uma alternância entre os dois universos mais conhecidos da Bethesda. O estúdio preferiu, porém, a incerteza muito maior de criar uma propriedade de ficção científica inteiramente original.

Por que Starfield virou prioridade

O relato de Kuhlmann coloca o diretor criativo Todd Howard no centro da decisão. Howard estaria determinado a produzir um RPG espacial e conduziu a equipe por um caminho que muitos não esperavam seguir imediatamente. Nesse enquadramento, Starfield não foi uma simples mudança de cronograma, mas o resultado da ambição da Bethesda de estabelecer seu primeiro universo totalmente novo em décadas.

Construir uma nova propriedade intelectual exige definir cenário, identidade visual, tecnologia e regras narrativas sem a base fornecida por uma série existente. A escolha, portanto, fez mais do que trocar dois projetos no calendário. Ela comprometeu por anos os principais recursos de desenvolvimento da Bethesda. O longo percurso até o lançamento de Starfield em 2023 também empurrou para mais longe o momento em que The Elder Scrolls VI poderia entrar em produção plena.

As declarações não devem ser tratadas como prova definitiva de uma disputa interna amarga. Elas representam a lembrança de um antigo desenvolvedor sênior sobre as expectativas predominantes naquele período. Mesmo com essa ressalva, o relato é revelador: mostra como prioridades criativas podem ser definidas em um grande estúdio e como uma única escolha estratégica consegue moldar lançamentos por mais de uma década.

O que o relato significa para os jogadores

A história oferece uma explicação mais clara para The Elder Scrolls VI ainda parecer distante tanto tempo depois de seu anúncio inicial. A Bethesda não consegue produzir simultaneamente uma quantidade ilimitada de RPGs gigantescos, portanto priorizar Starfield afetou necessariamente a ordem dos demais projetos centrais. A mesma lógica vale para fãs de Fallout: conforme as grandes produções avançam uma após a outra, aumenta a espera por uma nova experiência Fallout para um jogador.

Ao mesmo tempo, Starfield deu à Bethesda a oportunidade de experimentar novos sistemas, outro tipo de ficção e um público além de suas franquias estabelecidas. As opiniões sobre o resultado continuam divididas, mas o projeto foi claramente um risco criativo e comercial relevante. A lembrança de Kuhlmann sugere que o cronograma atual não é acidental; ele nasceu de uma decisão consciente tomada anos antes de o público conhecer o jogo final.

A conclusão mais útil diz menos respeito a qual título merecia prioridade e mais ao custo real das escolhas de desenvolvimento. Selecionar um grande lançamento não apenas inicia aquele projeto: também adia outras possibilidades. À medida que a Bethesda esclarecer seus planos futuros, as consequências de equilibrar recursos entre Starfield, The Elder Scrolls e Fallout deverão ficar mais evidentes.

Fonte: Steam News

Publicações relacionadas